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Qualidade de vida, depende da qualidade ambiental

APA do Mestre álvaro

 

1.O que é Apa do Mestre Álvaro?

       

        Conforme a secretária de meio ambiente da Serra o Mestre Álvaro é considerado um dos mais importantes símbolos do Estado do        O mestre Álvaro é uma unidade de conservação de uso sustentável, está inserida na categoria de APA, área de proteção ambiental, localizada no município na zona rural da serra-ES.  É um maciço rochoso, e se destaca na paisagem regional com 833 metros de altitude máxima. Pela sua localidade e singularidade, representa um monumento de grande beleza cênica e importância paisagística, cultural, histórica, e arqueológica para a região. A temperatura média anual é de 23,4 °C, e a precipitação média anual, de 1.052mm. Possui 3.470 ha e uma variação altimétrica de 100 a 850 m. Situa-se entre as coordenadas de 20º 08´ 32 "e 20º 11´ 28" S e 40º 07´ 42 "e 40º 19´ 44" W.

        Segundo o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF), a gestão da APA do Mestre Álvaro é do Idaf, porém está ocorrendo à transição do gerenciamento para a Prefeitura Municipal da Serra.

        O nome é uma homenagem do Padre Jesuíta Braz Lourenço (Fundador da Serra) ao Capitão e Mestre de Navio de nome Álvaro da Costa, filho do segundo Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa.

De acordo com o texto de "Lei nº 235 do Estado de 12 de novembro de 1897 em que oficialmente o nome Mestre Álvaro é adotado.

        Geomorfologicamente constitui-se numa elevação residual que ofereceu resistência ao processo erosivo ao longo do tempo podendo ser considerado como morro testemunho. Pela sua localidade e singularidade, representa um monumento de grande beleza cênica e importância paisagística, cultural, histórica, e arqueológica para a região.

        O Mestre Álvaro tornou-se Reserva Biológica e Parque Florestal - área natural protegida que proíbe a coleta e o consumo dos seus recursos naturais - através da Lei Estadual 3.075, em 1976. Pela lei, o Poder Executivo declarou o Mestre Álvaro área de utilidade pública e autorizou um crédito especial até1, 5milhões de cruzeiros, moeda da época, para fins de ressarcimento dos direitos de posses e benfeitorias das propriedades particulares existentes dentro da área. A desapropriação não veio e, em 1991, o Mestre Álvaro sofreu um duro revés. Uma nova Lei Estadual, a de nº 4.507, o transformou em Área de Proteção Ambiental Estadual (APA), categoria que permite a ocupação humana controlada no seu interior e o uso sustentável de parte dos seus recursos naturais. Segundo dados iniciais de um levantamento cadastral fundiário encomendado ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF) pela Prefeitura Municipal de Serra (PMS), são mais de 100 propriedades privadas que compõe a APA.

 

 

2. Característica da Mata do Mestre Álvaro

       

        Conforme com a classificação fitogeográfica do IBGE (1987), a Flora predominante é Mata Atlântica de encosta com características de Floresta Ombrófila Densa Submontana. No entanto, a maior parte da área está atualmente coberta por pastagens, e a vegetação nativa, ainda que alterada, está restrita às áreas de difícil acesso.

 No Mestre Álvaro, identificamos:

-Presença de árvores de médio e grande porte, formando uma floresta densa fechada, no estágio de clímax principalmente a Oeste, ao norte uma vegetação em estado intermediário avançado, e áreas usadas para agropecuária, a Leste muito pasto e vegetação pioneira, na encosta voltada para o sul, de aspecto mais úmido, existem até hoje, remanescente da mata primária original,              próximos aos topos existem áreas de planalto habitadas por espécies campestres. Esta mata encontra-se em vários estágios de sucessão. Na encosta voltada para o sul, de aspecto mais úmido, existem até hoje, remanescente da mata primária original.

-Árvores frutíferas de grande e médio porte como gabirobas, pitangas, araçaúnas, Boleiras, Sapucaias, cajazeiras, etc...

-plantas epífitas como Samambaias, Orquídeas e Bromélias.

-plantas rupestres como cactos e bromélias, principalmente a Vrieesia imperial, e vreesia gigantea muito procurada para paisagismos de residências e empresas, ciatopórdium, que é espécie de orquídea rupestre, dentre outras.

 

 Vreesia gigantea

 

        Segundo o site ambiente Brasil.com a Mata Atlântica acompanha todo o litoral brasileiro, 95% da mata atlântica foi retirada, restando apenas alguns fragmentos, principalmente em topos de morro por causa do difícil acesso, no Mestre Álvaro quase toda a mata foi desmatada ou desflorestada, que é a derrubada de grandes porções de floresta para uso do solo, no caso do Mestre Álvaro, este desflorestamento foi para a implantação de agropecuária, e essa agressão já vem de séculos atrás, desde a chegada dos portugueses aqui no Brasil.

         A Mata       Atlântica é uma formação vegetal que está presente em grande parte da região litorânea brasileira. Ocupa, atualmente, uma extensão de aproximadamente 100 mil quilômetros quadrados. É uma das mais importantes florestas tropicais do mundo, apresentando uma rica biodiversidade  

 

 3. Desmatamento do Mestre Álvaro:

 

        Desmatamento é a derrubada de matas e florestas e ocorre no mundo todo e a mata atlântica é um dos Biomas mais ameaçados no Brasil e no mundo, restando apenas 5% de mata original, de norte a Sul deste nosso Brasil varonil, acompanhando todo o litoral brasileiro quase não temos a presença da Mata, apenas pequenos fragmentos, principalmente em topos de morro de difícil acesso, 97% de nossas matas foram derrubadas para dar lugar a agropecuária, construções de casas, prédios, e todo tipo de urbanismo     

         O desmatamento sem dúvida é a principal causa da extinção da Mata Atlântica, no Mestre Álvaro existe indícios antigos que desde quando os portugueses chegaram ao Brasil o Mestre Álvaro foi chamando a atenção pela sua oponência e pela riquezas de sua mata que ia muito além da biodiversidade, o livro história da Serra relata a extração de ouro e prata em 1598:

 

Dom Francisco de Souza foi um fidalgo português que, em fins do século XVI conseguiu o título de governador do Brasil. Em outubro de 1598, viajava de Minas pra São Paulo, quando soube que havia ouro no Mestre Álvaro. Segundo os historiadores, José Teixeira de Oliveira e Vicente do Salvador, este último no livro "história do Brasil", Dom Francisco de Souza conseguiu encontrar ouro e prata no Mestre Álvaro, embora, sem ser em grande quantidade. (Livro-história da Serra-pág. 103-autor clério José Borges, dia da pesquisa: 20/04/2010

 

 Em 1816, século XIX, o viajante estrangeiro Auguste de Saint Hilaire visitou o Espírito Santo e ficou encantado com as belezas naturais da montanha do Mestre Álvaro, e ele fez as seguintes anotações:

 

"Há muito tempo vinha eu avistando a montanha do Mestre Álvaro; além, ela se mostra à minha vista com toda a sua massa pesada e respeitável, podia mesmo distinguir, aqui e acolá, plantações no meio da floresta que a cobrem. Para o ocidente, o horizonte é limitado pelas serás das cadeias marítimas e o planalto de algumas colinas  de que acabo de falar estão as choupanas, umas distantes das outras e espersas; quase no meio delas vê-se uma igreja, cercada de relva, isolada como as próprias casas e sombreada por algumas palmeiras. Essa espécie de vila tem o nome de Nossa senhora da Conceição da Serra ( paróquia de nossa Senhora da Serra) ou simplesmente Freguesia da Serra  e é a cabeça de uma paróquia  que compreende grande número de habitações situadas a Oeste, com população de mais de mil almas.(...) A montanha do Mestre Álvaro é muito arredondada no cume; tem bastante largura do Oriente ao Ocidente, e perto desses dois pontos o seu declive é muito obliquo. Exceto alguns rochedos que se vêm aqui e acolá, a montanha é inteiramente coberta de matas virgens, no meio das quais se fizeram plantações de mandioca, algodão e milho".

          Observem que no século dezenove, Auguste de Saint Hilaire já identificara clareiras na Mata do Mestre Álvaro e o desenvolvimento da agricultura, o desmatamento não só do Mestre Álvaro, mas de toda a mata atlântica é ago que vem de séculos atrás, desde o descobrimento do Brasil.

 

4. Conseqüências do desmatamento no Mestre Álvaro:

 4.1. Degradação dos mananciais: de acordo com o site cultivando.com. br. A retirada da mata que protege as nascentes causa sérios problemas ao bem que está cada vez mais escasso em todo o mundo: a água. Isso ocorre principalmente devido à impermeabilização do solo em torno da água.

Mananciais, rios, córregos, lagoas, lençol freático nos últimos anos teve a capacidade de fluxo de águas drasticamente reduzidas, devido à retirada e derrubada de florestas, acarretando uma série de problemas ambientais e social.

O desmatamento traz conseqüência aos mananciais, essa retirada da mata que protege as nascentes, causa sérios problemas ao bem que está cada vez mais escasso em todo o mundo. Isto ocorre devido à impermeabilização do solo em torna da água.

         Segundo Secretária Municipal de meio Ambiente da serra (SEMMA), existem aproximadamente 63 nascentes na APA do Mestre Álvaro, estas nascentes estão preservadas, porque o local aonde elas nascem é de difícil acesso, mas ao longo dos cursos d águas observar-se a retirada de mata ciliar, e em alguns pontos o assoreamento é visível ocasionando a diminuição do fluxo de águas.

        Os cursos de águas do Mestre Álvaro formam pequenos córregos que ajudam a alimentar as principais lagoas da região, Joara, Jacuném, o rio Santa Maria e outros corpos hídricos menores, e comunidades inteiras são abastecidas pelas águas da APA da Apa do Mestre Álvaro.

Assoreamento e poluição de corpos hídricos

 

 

 4.2Perda da biodiversidade: de acordo com o site cultivando.com. br. Os seres vivos que hoje estão nas vegetações nativas foram originados por um lento processo evolutivo, que levou bilhares de anos. A perda da biodiversidade de seres, além da perda de variedade genética, é um processo irreversível.

Um dos motivos para preservar o que restou da Mata Atlântica é a rica biodiversidade, ou seja, a grande variedade de animais e plantas. Calcula-se que nela existam dez mil espécies de plantas, sendo 76 palmeiras, 131 espécies de mamíferos, 214 espécies de aves, 23 de marsupiais, 57 de roedores, 183 de anfíbios, 143 de répteis e 21 de primatas.  

        Foi bilhões de anos para povoação do planeta com milhares de seres vivos, no decorrer dos tampos esta biodiversidade foi reduzido drasticamente devido à degradação dos habitats através do desmatamento ou desfloramento, com conseqüências para o meio rural e meio urbano.

          O Mestre Álvaro é uma grande ilha florestal, localizada numa área de grande movimentação urbanística e crescimento imobiliário, e toda a biodiversidade é ameaçada, pois além do desmatamento, o fluxo de pessoas indo e vindo nas trilhas causa compactação do solo, que inibe o surgimento de espécies da flora e afugenta os animais para espaço reduzido, insuficiente para sobrevivência de espécies nativas.

         Acredita-se que de três a cada quatro espécies da flora da Mata Atlântica sejam dispersas por animais, principalmente por aves e mamíferos (Wallace Capucho Cardoso   Revista Espaço Ambiental - Vitória, ES   September 2008(25/03/2010)

 Cobra ferida encontrada na trilha.

 

        Apesar dos nossos esforços em conhecer a biodiversidade do Mestre Álvaro, esbarramos na dificuldade de falta de informações, tanto em questão de pesquisas, quanto pelo órgão gestor (Semma), pois a pesquisa em andamento tem prazo até novembro de 2010 para conclusão, sendo assim, até a presente data, não tem nenhuma pesquisa concluída para informações precisas sobre as espécies de fauna e flora do Mestre Álvaro, a maior parte das informações conseguidas neste projeto de pesquisa foi através de experiências de campo, horas de observação e relatos de moradores que moram em derredor do Mestre Álvaro.

         Dá-se a impressão que a Mata do Mestre Álvaro pela sua grandiosidade é povoada por uma grande variedade e espécies de animais, mas isto não corresponde à realidade, existe a necessidade de uma política eficiente voltada para a preservação do Mestre Álvaro e assim deixaremos de contemplar matas silenciosas.

        Outros animais tão comuns na fauna brasileira estão desaparecendo, espécies que antes era registrado no Mestre Álvaro com freqüência como veados, macaco Bugio, sagüis, pacas, quatis, entre outras espécies, têm sido mortos por caçadores da região que exercem a pratica da caça como algo cultural.

 

Bicho preguiça encontrado na trilha de serra sede.

 

 

        Na APA do Mestre Álvaro encontra-se animais aquáticos como cambevas que são pequenos peixes, que se encontra em via de extinção, caranguejolas (pequenos caranguejos vermelhos) a formiga carnívora gigante que pode chegar a 2 cm de tamanho, o famoso macaco Bugio, conhecido pelo poderoso grito, lagartos,  ouriços, cuícas  e tantos outros animais que devido à destruição do seu habitat, está desaparecendo.

 

        Biodiversidade não refere apenas à fauna, mas também a flora, como já citado neste trabalho de pesquisa a Mata do Mestre Álvaro faz parte do Bioma Mata Atlântica de encosta, caracterizada como ombrófila densa Submontana, que abriga arvores de Médio porte e grande porte de até 40 metros de altura, com uma grande presença de plantas epífitas, e a retirada da Flora deixa o solo exposto à ação de chuvas e ventos, causando erosão e assoreamento de corpos hídricos, alta sensação térmica de calor para as comunidades vizinhas, os animais perdem sua fonte de alimentação, invadindo assim, os centros urbanos e causando transtorno, aumenta o nível de aquecimento global.

 

 4.3. Geração de resíduos: O desmatamento para fins de agropecuária facilitou a presença de pessoas em busca de aventuras radicais no Mestre Álvaro, que munidos de mochila e muita disposição, todas as semanas se deslocam para subir um dos montes mais altos do litoral brasileiro, e isto gera um sério problema ambiental, que é a geração de resíduos que causa sério transtorno, inclusive para a Fauna da região, setembro de 2010 nos chegou a informação através de moradores do entorno, que foi encontrado três Bugios mortos sem causa aparente e acreditamos que a disposição de resíduos em qualquer parte da APA seja responsável pela morte dos animais, pois eles podem ter ingerido  resto de alimentos contaminados ou estragados.

        Nós entrevistamos alguns moradores do entorno da APA, Marcio, agente de endemias morador do Bairro Pitanga diz são muitos os problemas, mas o mais comum e que teria solução é o lixo deixado por visitantes, à solução seria conscientizar as pessoas, mas isso é outro problema, então a solução deveria reunir uma galera que gosta de subir o mestre e fazer uma limpeza recolhendo o Maximo de lixo que puder.

Trilheiros jogam papeis de balas garrafas de plástico ou vidro... E demais coisas na trilha a solução é cada um levar seu lixo embora e se encontrar algo retirar da natureza o mestre
... Parem de caçar de matar cobras e outros demais bichos. (Rodolfo, trilheiro)

        De acordo com o jornal A gazeta no dia 04/06/2001 Foi recolhida duas caçambas de lixo, entre garrafas de vidro e de plástico. Resíduo deixado por visitantes é um dos problemas da APA, mas isso pode ser resolvido com fiscalização e gerenciamento e pela nossa experiência de 20 anos freqüentando a APA, afirmarmos categoricamente que o desmatamento com fins para agropecuária foi o maior responsável pelos impactos no mestre Álvaro. 

 

Munidos de sacos de lixo e muita vontade de desfrutar as belezas naturais, cerca de 300 pessoas participaram ontem pela manhã do mutirão educativo de limpeza do mestre Álvaro Foram recolhidas duas caçambas de lixo, entre garrafas de vidro e de plástico.

(Grande vitória

A gazeta

Vitória (ES), 2ª feira, 4/06/01

Pag.11

         Não tem nenhum projeto de ação mitigadora em execução para resolver os problemas causados pelos nossos antepassados (Desmatamento), isto nos leva a refletir sobre as nossas ações hoje, e qual as conseqüências para o amanhã. Enquanto isso se adota medidas paliativas.

 

 

 

 resíduos deixados por visitantes no percurso da trilha é uma situação corriqueira 

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